A atmosfera na mansão Albuquerque era de um alívio cauteloso. Heitor estava no escritório com o Dr. Vargas, finalizando os detalhes do depoimento de Marcos, enquanto Alice estava no quarto de brinquedos com Léo e Luna. O menino ainda estava um pouco silencioso, sentindo a tensão que pairara no ar mais cedo, e Alice fazia o possível para distraí-lo, montando um castelo de blocos coloridos.— Veja, Léo, este é o castelo mais forte do mundo — Alice disse, forçando um sorriso doce. — Nada consegue entrar aqui sem ser convidado.O menino olhou para a janela, onde o sol começava a se pôr, tingindo o céu de um laranja ameaçador.— O homem bravo foi embora para sempre, Alice?— Sim, meu amor. Ele foi embora. O seu pai cuidou de tudo — ela respondeu, sentindo um nó na garganta. Ela queria acreditar nas próprias palavras, mas o instinto de sobrevivência que a acompanhara por anos ainda sussurrava que a tempestade não tinha passado totalmente.Enquanto isso, Heitor recebeu uma ligação em se
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