A chegada à mansão Albuquerque nunca pareceu tão fúnebre. O casarão, que nos últimos meses tinha ganhado vida com o cheiro de café fresco e o som de Alice cantando baixinho para Luna, parecia ter voltado a ser um mausoléu de mármore e silêncio. No trajeto do carro, ninguém ousou dizer uma palavra. O ar estava saturado pela tensão, e a poeira levantada pela coletiva de imprensa ainda parecia sufocar a todos.Assim que os pneus pararam sobre o cascalho da entrada, Heitor desceu do carro com uma agitação nervosa. Ele entregou Léo a Isabela com uma pressa que beirava a rispidez, como se quisesse afastar o filho de uma zona de contágio.— Leve-o para cima, Isabela. Agora. Tranque a porta do quarto se for preciso.— Heitor, não faça nenhuma loucura — Isabela avisou, segurando Léo, que já começava a soluçar. Ela olhou para Alice, que permanecia parada junto à porta do carro, com a coluna ereta, mas o olhar perdido no horizonte. — O Léo está assustado, e você está agindo como
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