Regresso lentamente do jardim quando a governanta surge apressada, quase a correr, o rosto iluminado por um entusiasmo impossível de conter. — Minha senhora… minha senhora Léonor! — chama, ofegante, estendendo-me um envelope selado. O meu coração acelera de imediato. Reconheço o papel fino, a cera cuidadosamente marcada, a caligrafia firme. Antes mesmo de o abrir, um arrepio percorre-me a pele, como se o meu corpo soubesse, antes da razão, o que aquelas palavras carregam. Retiro o selo com cuidado e começo a ler. Cada frase é delicada, escolhida com uma elegância rara. Ele convida-me, novamente, para o baile do Duque Weston. Um convite escrito com respeito, mistério… e uma promessa silenciosa que faz o meu estômago apertar-se numa excitação que não consigo controlar. Ele não se esqueceu de mim. Sinto o rosto aquecer. Um sorriso involuntário surge-me nos lábios enquanto dobro a carta com cuidado, como se o gesto pudesse preservar aquele instante. Mas, de súbito, um pensa
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