Clara Bennett:Thomas ficou imóvel por alguns segundos, como se as palavras não tivessem feito sentido de primeira. Mas então, lentamente, vi o maxilar dele se contrair, a respiração pesar e os punhos se fecharem sobre os joelhos.— Júlia… — ele repetiu, quase cuspindo o nome, como se fosse veneno. — Você acha mesmo que eu… — a voz falhou por um instante, e ele passou a mão no rosto, nervoso. — Meu Deus, Clara!Ele se levantou bruscamente, empurrando a cadeira para trás. Andava de um lado para o outro no quarto, a raiva e a dor estampadas no rosto.— Eu nunca… — a voz dele saiu mais alta do que pretendia, e ele parou, respirando fundo, tentando controlar o tom. — Eu nunca voltei para a Júlia. Eu posso ter errado em muitas coisas, Clara, mas nisso… não. — Os olhos dele estavam vermelhos, como se lutasse contra a raiva e contra algo ainda mais profundo. — Eu sei que te decepcionei quando não fui àquela maldita festa, eu sei! — ele disse, encarando-me de frente. — Mas, ouvir que você acr
Leer más