(POV: Alexandre)As portas da sala de reuniões se fecharam, deixando para trás um conselho atordoado. A minha máscara de controle, no entanto, não podia vacilar. Não ainda.— Alexandre.A voz do meu pai, fria e imperativa, cortou o ar. Ele não havia saído com os outros. Estava parado perto da porta, em sua cadeira de rodas, o rosto uma máscara de desprezo.— Quero falar com você, em meu escritório. Agora.Rir sem humor, que ridículo. Ele nem tinha mais escritório ali, mesmo assim o segui. Era o momento que eu esperava. O teste final.De volta ao meu escritório, ele se posicionou no centro da sala, como um rei inspecionando um território usurpado. Eu permaneci de pé, perto da porta, projetando uma calma que estava longe de sentir.— Tenho que admitir, foi uma performance impressionante na reunião. — Começou ele, a voz gotejando sarcasmo. — Destruir metade do patrimônio da família para salvar a própria pele. Cruel. Admiro isso.— Era o movimento lógico — respondi, o tom neutro.
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