O som do carro dos seguranças desaparecendo na escuridão foi a sentença final, um veredito silencioso que selava o destino daquela noite. O mundo exterior havia sido dispensado, suas preocupações e regras, suspensas. Agora, só existia o interior abafado do carro, o murmúrio constante das ondas quebrando na orla e a tensão palpável, quase elétrica, que vibrava entre eles, uma corda esticada prestes a romper. Alexandre não disse uma palavra. Seus olhos, antes famintos, agora fixos na estrada à frente. Ele guiou o carro para uma parte mais isolada e escura da orla, onde as luzes da avenida mal chegavam, engolidas pelas sombras densas das árvores que se debruçavam sobre a estrada, criando um túnel de escuridão e mistério. Com um movimento suave, ele desligou o motor, mergulhando-os em um silêncio ainda mais profundo, quebrado apenas pelo som distante e hipnótico das ondas, um lembrete constante da imensidão ao redor. O ar dentro do carro ficou pesado, carregado de uma eletricidade palpá
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