Gabriel chutou a porta do quarto dele, fechando-a com um estrondo que isolou o resto do mundo. Ele não me colocou no chão até chegarmos à cama. O colchão afundou sob o nosso peso quando ele me deitou, cobrindo meu corpo com o dele imediatamente, como se temesse que eu fugisse se ele me desse um centímetro de espaço.Mas eu não ia fugir. Eu tinha esperado meses por isso. Eu tinha sonhado com isso.— Você tem certeza? — ele perguntou novamente, pairando sobre mim, apoiado nos cotovelos. O peito dele subia e descia rápido, e os olhos cinzentos estavam dilatados, escuros de desejo. — Porque depois disso, Elisa… não tem volta. Eu não vou conseguir voltar a ser apenas seu chefe.Levei as mãos ao rosto dele, sentindo a barba por fazer arranhar minhas palmas. — Eu não quero meu chefe, Gabriel. Eu quero meu marido.A palavra "marido" foi o gatilho final. Gabriel soltou um gemido baixo, gutural, e atacou minha boca novamente. Dessa vez, não havia raiva, apenas uma
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