O caminho de volta para a mansão foi estranhamente silencioso, mas não era o silêncio tenso de antes. Era um silêncio exausto, carregado de uma gratidão que não precisava de palavras.Eu tinha passado mais uma hora com minha mãe na UTI. Ela estava fraca, mal conseguia falar, mas apertou minha mão e sorriu. Aquilo foi o suficiente para recarregar minha alma. Gabriel esperou no corredor o tempo todo, recusando-se a entrar ("Ela precisa da filha, não do genro banqueiro", ele disse), mas garantiu que as melhores enfermeiras estivessem de plantão exclusivo.Quando o carro parou em frente à mansão, o sol já estava alto. Gabriel desceu e, pela primeira vez, não esperou para abrir a porta para mim. Ele caminhou rápido em direção à entrada, como se estivesse fugindo.— Gabriel! — chamei, correndo para alcançá-lo no hall de entrada.Ele parou no pé da escada, mas não se virou. A postura dele estava rígida novamente. A armadura tinha voltado. — Estou atrasado para o
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