DOMINIC THORNE Caminhei até o elevador executivo sem diminuir o passo, as solas dos meus sapatos de couro italiano batendo no piso de mármore como uma contagem regressiva para a destruição.Cheguei ao último andar. Marcus, o meu vice-presidente e braço direito, estava parado em frente às portas de vidro fumê da sala de reuniões panorâmica. Ele segurava uma pasta de couro preta nas mãos, e o rosto dele estava pálido.— Senhor Thorne. Graças a Deus a senhora Grace e a menina Victoria estão bem — Marcus disse apressadamente, curvando a cabeça. — Foi uma noite terrível.— Acabou, Marcus. Estão todos aí dentro? — perguntei, a minha voz desprovida de qualquer calor.— Sim, senhor. A diretoria de emergência foi convocada. E os executivos externos que o senhor exigiu também estão presentes. Richard Sterling, do Fundo Sterling, e o Sr. Hayes, da Global Investments. Eles acham que vieram para negociar um acordo de paz ou para comprar os nossos ativos desvalorizados. Eles estão extremamente con
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