DOMINIC THORNE Eram exatas três e quatorze da manhã de uma terça-feira. O silêncio na nossa cobertura era absoluto. A cidade de Nova York, lá embaixo, dormia sob um manto de névoa fria de fim de inverno. No nosso quarto, a única luz vinha do reflexo pálido da lua através das frestas da cortina. Eu estava em um sono leve, um hábito que desenvolvi nas últimas semanas. Qualquer suspiro diferente que Grace desse, qualquer movimento mais brusco, era o suficiente para me colocar em estado de alerta máximo. Eu sou Dominic Thorne. Eu lido com crises globais antes do café da manhã. Eu já enfrentei conselhos de administração hostis, banqueiros corruptos, crises na bolsa de valores e inimigos que queriam me destruir. O meu cérebro é treinado para calcular riscos, manter a frieza absoluta e esmagar problemas em questão de segundos. Mas nada, absolutamente nada no universo, me preparou para o que aconteceu às três e quinze da manhã. Senti dedos pequenos, porém incrivelmente fortes, cravarem c
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