Anny De uns tempos pra cá, os dias começaram a ter um certo desenho. Não é perfeito, muda quando um bebê adoece ou quando o Samuel precisa de mim mais tempo ao telefone, mas tem um ritmo que eu aprendi a gostar.Na segunda, por exemplo, eu costumo ficar com o Miguel e a Lara. Na quarta, entra a filha da Lili, a Bia, junto com o meu próprio furacão particular, o Andryel.Em alguns dias, são dois bebês. Em outros, três. Mais do que isso eu não aceito, porque não quero transformar o apartamento num campo de guerra.De manhã, acordo com o choro do meu filho. Troco fralda, dou mamadeira, beijo o pescoço dele até ele rir.Enquanto ele brinca no tapete da sala, eu dou uma ajeitada básica, abro a janela, passo pano na mesa, guardo a louça da noite anterior.“Creche improvisada” também precisa de um mínimo de ordem. Às nove, a campainha toca.— Bom dia, Anny. — a Júlia fala, sempre com a bolsa no ombro e olheira de quem acordou cedo demais. — Hoje ele acordou elétrico.Atrás dela vem o Migue
Ler mais