Anny O elevador parou com um tranco leve e a porta se abriu para um corredor simples, claro. Nada de tapete persa, nenhuma obra de arte nas paredes. Só piso neutro, luz amarela, cheiro de tinta ainda recente.Samuel deu um passo à frente com o Andryel no colo. Eu vim logo atrás, com a bolsa do bebê pendurada num ombro e a mochila no outro.Ele parou diante da porta 1203. Olhou pra mim, como se aquilo fosse mais importante do que discurso em rede nacional.— Pronta? — perguntou.— A gente já passou do ponto de voltar pro portão, então… — respondi, tentando brincar. — Abre logo essa porta.Ele sorriu, nervoso. Girou a chave. O apartamento nos recebeu com brilho. Uma sala de tamanho bom, sofá macio em “L”, TV enorme em frente, uma varanda com vidro, cortinas claras. Tudo brilhava, mas tudo parecia pronto pra ser usado sem medo.A cozinha ficava integrada à sala, bancada larga, armários brancos, uma geladeira nova, fogão instalado. Eu passei devagar, os olhos atentos a cada detalhe. Sam
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