Cap.27A METAMORFOSEO quarto de hospital, antes uma cela de agonia, agora parecia o casulo de uma metamorfose sombria.O sol da manhã filtrava-se pelas persianas entreabertas, desenhando listras de luz e sombra sobre o meu corpo. Eu permanecia sentada na beira da cama, as mãos, ou o que eu supunha serem minhas mãos, agora escondidas sob camadas de gaze, repousando sobre o colo.Magnus estava de pé junto à janela. A silhueta imponente bloqueava parte da claridade. Sua postura mantinha uma distância intransponível e, como sempre, seus olhos eram um mistério. Ele mantinha seu rosto um mistério, o chapéu de abas largas, as luvas de couro preto, a armadura impecável que nunca tirava, ao menos perto de mim, mas duvido muito que o que exista por baixo me faça me apaixonar.Ele se virou para mim, o semblante rígido, a voz veio cortante, mas calma.— O carro estará aqui em trinta minutos — começou ele, sem preâmbulos. — Você volta para a mansão hoje. Mas entenda bem, Lia, a partir do momento
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