Eu aprendi, naquele silêncio compartilhado, que permanecer também é uma escolha ativa. Não significa não fazer nada, ficar parado. Não era inércia. Não era medo de partir. Era decisão consciente de ficar um pouco mais, observar, sentir, deixar que o novo mundo respirasse sem a ansiedade de quem espera que algo dê errado a qualquer instante. Permanecer, descobri, podia ser um gesto de confiança.Luna dormia encostada em mim, o corpo pequeno relaxado de um jeito que eu quase tinha esquecido que existia. Não era o sono pesado da exaustão, nem o descanso curto de quem sabe que será acordado em breve. Era sono de segurança. Daqueles que se instalam quando o ambiente inteiro concorda em proteger.Alexander estava sentado do outro lado, com as costas apoiadas numa dobra suave do espaço. Seus olhos permaneciam abertos, atentos, mas sem rigidez. Ele também estava aprendendo. Todos nós estávamos.O mundo ao redor não parava de se ajustar, mas agora fazia isso de forma silenciosa, quase respeit
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