Julian Cedric Eu estava na cozinha, finalizando uma redução de vinho para o jantar, quando a vi entrar. Ela usava um dos seus próprios esboços, uma blusa de corte estruturado que ela mesma ajustara. Havia uma faísca diferente em seus olhos, uma urgência de quem não precisa mais pedir permissão para brilhar. — Julian — ela chamou, a voz carregada de uma expectativa contida. Ela caminhou até a bancada, apoiando-se ali, observando meu trabalho com aquela atenção que sempre me fazia sentir, de alguma forma, o centro do seu mundo. — Diga, ma belle — respondi, sem desviar os olhos do molho, mas com um sorriso que já antecipava o que ela pediria. — O desfile... é na próxima sexta-feira. Vai ser no Marais, um lugar pequeno, mas exatamente o que eu queria. Quero que você esteja lá. Não apenas como meu apoio, mas como o homem que esteve comigo enquanto eu construía cada costura disso. Eu parei o movimento da colher. Olhei para ela e vi, sob a determinação profissional, a mulher que eu
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