No corredor, caminharam lado a lado por vários metros sem dizer uma palavra. O som dos próprios passos parecia alto demais naquele trecho da nave, como se o espaço estivesse atento a cada movimento. As luzes acompanhavam o ritmo deles, ajustando intensidade conforme avançavam, mas nenhuma delas tornava o ambiente mais acolhedor, e sim carregado de coisas não ditas.Lisa sentia a própria pulsação no braço ferido. Sentia também a presença dele ao lado, constante, sólida. Jason andava um meio passo à frente, instintivamente, como se ainda estivesse posicionando o corpo entre ela e qualquer ameaça invisível.— Obrigada — disse, por fim.A palavra saiu baixa, quase um sussurro, como se falar alto pudesse quebrar algo frágil entre eles. Jason não respondeu de imediato. Continuou andando, o olhar fixo à frente, a postura impecável demais para alguém que havia acabado de atravessar um confronto armado. Quando falou, a voz veio neutra, mas havia uma rigidez nova ali.— Não fi
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