Jason encarava a sala do Comitê sem baixar os olhos. O ambiente era circular, suspenso por colunas de metal negro que se elevavam como vértebras até o teto translúcido. Acima deles, camadas de vidro inteligente filtravam a luz da estação, projetando um céu artificial sempre estável demais. Sem estrelas, sem falhas, sem acaso. Nenhum símbolo, nenhuma bandeira. Quem era convocado, ficava no centro e precisava olhar para cima. Quem julgava, ficava acima. A arquitetura da sala fora pensada para isso: impor perspectiva é mostrar que o poder sempre observa de cima. Jason não fazia isso. Mantinha o olhar no nível exato do conselheiro que falava, ignorando o desnível calculado, o piso rebaixado, os sensores embutidos que monitoravam postura, batimentos e microexpressões. Ele sabia que estavam coletando dados. Sempre estavam. Ainda assim, recusava-se a oferecer submissão visual. — O desvio foi isolado — disse ele, a
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