Eduardo Arruda O ataque não foi aleatório; foi cirúrgico, rápido, com a marca registrada de quem conhece cada palmo desse terreno. Os explosivos foram precisos. — Eduardo! — o grito dela veio de dentro da cabana, carregado de um pavor que eu conhecia bem. Corri para dentro, mas a fumaça de uma granada de efeito moral já tomava conta do ambiente, me deixando cego por segundos. — Ora, ora... o pequeno herói do internato finalmente cresceu — a voz de Adam, ou Bashir, ecoou como um veneno. Quando minha visão clareou, o cenário era o meu pior pesadelo: ele estava com o braço em volta do pescoço de Melina. Uma faca tática brilhava perigosamente perto da jugular dela, enquanto dois homens armados me miravam sem hesitar. Como ele conseguir entrar? — Solta ela, seu desgraçado! — rosnei, mantendo minha arma erguida, o dedo coçando no gatilho. — Abaixe esse brinquedo, Eduardo. Ou a nossa querida Melina vai ver o papai e a mamãe antes da hora. Ele deu um sorriso doentio, apertando-a mais
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