A luz pálida da manhã nas montanhas Adirondack filtrava-se difusa pelas imensas janelas de cedro do Santuário do Pecado Adequado, mas o que realmente iluminava a penumbra do quarto não vinha do sol oculto pela névoa. Deitada sobre os tapetes espessos de pele de urso diante da lareira, que agora continha apenas brasas adormecidas, eu observava a ponta dos meus próprios dedos. Havia algo neles. Não era sujeira, não era o suor seco de nossa noite de entrega selvagem. Era uma névoa diáfana, quase imperceptível, que ondulava ao redor das minhas digitais como fios de fumaça roxa e fria, exatamente igual aos cipós de energia que eu vira Dravos Kane evocar nas calçadas escorregadias de Manhattan.Levei a mão ao peito, sentindo o coração bater em uma cadência incomum, uma pulsação dupla que ecoava em meus próprios ouvidos como um staccato distante. No meu baixo-ventre, a febre do sigilo de sangue permanecia ativa, mas a bioluminescência dourada e violeta sob a minha derme pálida havia assumido
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