Os meses finais da gravidez de Sakura foram um turbilhão de emoções, desejo e poder kitsune. A barriga estava enorme, pesada, redonda e perfeita, esticando a pele macia até brilhar. O filho meio-kitsune chutava forte, quase como se já tivesse impaciência ancestral. Hiroshi mal saía do lado dela. Ele cancelara reuniões, delegara tudo, e passava os dias e noites com as mãos na barriga dela, caudas surgindo para envolvê-la gentilmente enquanto murmurava palavras antigas de proteção.Naquela noite, o trabalho de parto começou de forma repentina.Sakura acordou com uma contração forte, um aperto profundo no ventre que a fez gemer alto. A dor era intensa, mas carregada de uma energia estranha — quente, pulsante, como fogo kitsune correndo nas veias.— Hiroshi... — chamou ela, voz trêmula.Ele acordou instantaneamente, olhos dourados brilhando no escuro. As nove caudas surgiram imediatamente, envolvendo o corpo dela em um casulo quente e protetor.— Estou aqui. Não vou sair do seu lado nem p
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