O novo esconderijo de Colin, encravado nas entranhas gélidas dos Alpes, era uma estrutura de concreto e vidro que parecia mimetizar a alma de seu dono: fria, cortante e isolada. A neve caía lá fora com uma violência silenciosa, mas dentro das paredes da fortaleza, a pressão atmosférica era de uma tempestade prestes a dizimar tudo em seu caminho.Colin Benedict estava sentado em sua poltrona de couro preto, envolto em um roupão de seda que pendia frouxo em seu corpo definhado. Sua respiração vinha em chiados metálicos, auxiliada por um cateter de oxigênio, mas seus olhos — duas brasas de ódio puro — estavam fixos na figura deitada na cama hospitalar à sua frente.A "prisioneira" estava lá, sob a luz azulada dos monitores. O lençol subia e descia em um ritmo hipnótico. Para Colin, aquela mulher era o seu xeque-mate. Era o controle que ele exercia sobre o coração de Ethan e, consequentemente, o acesso à garganta de Thomas e Saimon.— Acorde, Elena — sussurrou Colin, a voz saindo como o r
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