RenataAcordei com o som distante da cidade lá fora, abafado pelas cortinas grossas da suíte. A luz entrava em tons suaves, desenhando sombras no teto. Por alguns segundos, fiquei parada, lembrando exatamente onde estava… e com quem.Ele ainda dormia ao meu lado, de bruços, o lençol baixo nas costas, respirando fundo, tranquilo. Não havia urgência, nem aquela sensação de “e agora?”. Só conforto.Peguei o telefone do hotel com cuidado para não acordá-lo.— Bom dia, gostaria de pedir o café da manhã no quarto, por favor pedi em voz baixa, quase cúmplice.Desliguei e voltei para a cama, sentando devagar. Ele se mexeu, abriu os olhos aos poucos e me encarou com um meio sorriso preguiçoso.— Já está conspirando alguma coisa? murmurou.— Só sendo civilizada respondi. Pedi café.— Gosto dessa sua versão organizada.Rimos baixo.O café chegou pouco depois. A bandeja ocupou a mesinha perto da janela, enchendo o quarto com o cheiro de pão quente e café passado. Comemos ali mesmo, de pijama,
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