Ele afastou o pensamento imediatamente, respirando fundo.— Doralice — disse, retomando o controle —, ajude-a, por favor.A governanta se aproximou com rapidez.— Claro, senhor conde.Álvaro hesitou por um segundo, ainda diante da penteadeira. Depois, virou-se para as crianças.— Venham comigo — pediu, a voz baixa, mas segura. — A tia Clara precisa descansar agora.Helena e Thomas o seguiram em silêncio, mas sem tirar os olhos de sua querida babá. Antes de sair, Maria Clara ergueu o olhar na direção a ele, como se quisesse dizer algo, mas nenhuma palavra veio. Álvaro fechou a porta atrás de si com cuidado.Doralice se aproximou rapidamente e esperou Álvaro sair com as crianças.Doralice aproximou-se de Maria Clara com passos firmes, mas o olhar era suave.— Venha, minha filha — disse, tocando-lhe o braço com delicadeza. — Vamos cuidar de você.*****No corredor, ele soltou o ar de uma só vez, passando a mão pelos cabelos ainda molhados. O frio que sentia não vinha da água. Encostou-se
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