Eram três da manhã quando um grito rasgou a suíte.Não foi apenas choro. Foi um grito de terror absoluto.— FOGO! PAPAI! FOGO!Aeron reagiu como soldado. Antes de Jinx abrir os olhos, ele já estava sentado, com a arma destravada na mão, peito nu arfando, varrendo o quarto escuro.Mas não haviam ameaças. Só Luna, sentada na cama, se debatendo contra os lençóis como se estivessem em chamas.— NÃO! NÃO QUERO IR! — berrava, olhos abertos mas cegos pelo pesadelo.Jinx sentou, empurrando a arma de Aeron para baixo.— É um pesadelo, Aeron. Guarda isso.Ele piscou, voltando à realidade. Jogou a arma na poltrona.— Luna... — tentou segurar a filha, mas a menina gritou ao sentir o toque dele. Para ela, aquelas mãos eram garras de homens ruins.Aeron recuou como se tivesse levado um tapa. A dor da rejeição brilhou nos olhos. Ele sabia matar, mas não sabia lutar contra os sonhos da filha.— Ela não sabe quem você é agora — Jinx disse rápido, saindo do lençol. Bateu duas palmas secas, som militar.
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