O paletó de Aeron atingiu o chão do elevador com um som abafado, mas o resto do mundo parecia ter aumentado o volume. O zumbido da eletricidade estática, a respiração pesada dele, o bater frenético do coração de Jinx contra as costelas... tudo era ensurdecedor. Aeron não esperou. Ele encurtou a distância em um passo largo, invadindo o espaço dela com a inevitabilidade de uma maré cheia. Ele tomou a boca de Jinx com uma fome devastadora, um beijo que tinha gosto de uísque, ciúmes e uma posse territorial que beirava a violência. Não havia ternura. Ele mordeu o lábio inferior dela, forçando a entrada, sua língua varrendo a dela como se quisesse apagar o nome de Kael da memória dela à força. Jinx gemeu, o som abafado contra a boca dele. O corpo dela reagiu instantaneamente, traindo sua lógica. O calor dele era viciante, uma droga que ela tentava largar há dias e falhava miseravelmente. Mas sua mente, treinada em situações de risco de vida, gritava uma única ordem: O plano. Foca no plano.
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