A madrugada avançou sem pressa, como se soubesse que ninguém ali tinha para onde ir.Não havia culpa no silêncio que se instalou depois. Havia consciência.O que existira entre eles não precisava mais ser negado, nem explicado. Adrian não carregava dúvida sobre o que sentia, nem sobre o caminho que tinha escolhido. Na mente dele, aquilo já estava resolvido, não sem dor, não sem perdas, mas com uma clareza que não admitia retorno.O que permanecia em suspensão não era o amor e sim o tempo.Havenna permaneceu desperta por mais tempo do que o corpo pedia, olhando o escuro como quem guarda algo que ainda não pode ser nomeado. O peso que sentia não vinha do que tinham feito, mas do que ainda carregava sozinha, um silêncio antigo, um ponto da história que Adrian ainda não conhecia.E, acima de tudo, havia Theo.Mesmo distante, mesmo entre máquinas e vigilância constante, ele ocupava cada espaço da madrugada. Não como ameaça, mas como centro. Como lembrete de que algumas vidas exigem espera
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