Puerto Nuvem continuava ali, indiferente e atenta ao mesmo tempo. No hospital, o que estava em jogo era grande demais para caber em palavras simples. O bebê permanecia entre cuidados e espera, ninguém ali era indiferente a isso. Uma vida pequena que seguia lutando, alheia a tudo e Lívia em recuperação.Havenna permanecia no meio disso tudo, não como protagonista ou vilã declarada, mas como alguém aprendendo, tarde demais, o custo de amar.Foi nesse espaço suspenso, onde nada estava resolvido e tudo pesava, que Adrian apareceu.Havenna ouviu a batida antes de se mover. Não era forte. Não era hesitante. Era cansada.Ao abrir a porta, ela o encontrou parado ali, como se tivesse esquecido por um segundo como se entrava naquele espaço. Ele parecia mais velho. Não em anos, em peso. O tipo de desgaste que se instala quando alguém sustenta vidas demais com as próprias mãos.Por um instante, nenhum dos dois falou.Foi ele quem deu o primeiro passo e entrou devagar fechando a porta atrás de si
Ler mais