Seija deixou Henry ali, plantado no meio do corredor como um idiota, com aquele sorriso zombeteiro com que parecia dizer "divirta-se procurando-a".E ele olhou ao redor, como se por um segundo realmente tentasse calcular se podia bater uma por uma nas seiscentas portas do hotel em menos de quatro horas. Uma ideia absurda, mas naquele momento sua mente estava tão nublada que até parecia viável. E o problema era que não tinha nem ideia de por que se sentia assim!Levou as mãos à cabeça, respirando fundo. Algo no peito o oprimia, uma mistura estranha de ansiedade, ciúmes e uma raiva que não sabia bem a quem dirigir. Caminhou pelos corredores acarpetados, desorientado, com a sensação incômoda de que, atrás de alguma daquelas portas, Rebecca estava... com outro. Cada vez que essa imagem se formava em sua cabeça, a mandíbula se tensionava e o estômago se encolhia."Vá para casa. Vá para sua maldita casa". Isso era o que a lógica gritava, que aquilo era ridículo. Não tinha direito, não tin
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