— O amor supera tudo, não é? — Marcos ria, um som seco e doente. — Uma pena que o deles não superou. Eu matei meu irmão na frente dela... e na frente dele, eu usei a sua amada. Até hoje eu me lembro de cada detalhe. — CALA A BOCA! CALA A BOCA! EU VOU TE MATAR! — Meu grito ecoou pela mansão, um rugido de dor profunda que parecia rasgar minha garganta. Minhas pernas perderam as forças, e eu teria desabado se Diego não tivesse me segurado firmemente pelo braço. Mariana ria ao fundo, uma risada alta e histérica que se misturava ao meu desespero. — Você quer ver, Lis? — ela sibilou. — Eu sabia que esse dia chegaria, então guardei isso especialmente para você e seu irmão. Mas, pelo visto, ele não teve coragem de vir. Subitamente, um projetor foi acionado, e uma gravação começou a rodar na parede do salão. Meu mundo desabou. Naquelas imagens granuladas, vi meu pai amarrado, sendo forçado a assistir à minha mãe ser profanada por aquele monstro. Vi o horror nos olhos dela ao ver meu pai se
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