Continuação: A madrugada ainda rugia lá fora, mas dentro do quarto, o calor dos nossos corpos era a única coisa que importava. Lis repousava a cabeça no meu peito, os dedos trêmulos seguindo o contorno da cicatriz onde a bala que ela disparou havia entrado. O silêncio foi quebrado pelo som de um soluço contido. — Me desculpa, Saulo... — ela sussurrou, e eu senti uma lágrima quente cair sobre minha pele. — Me desculpa por ter atirado, por ter tentado te afastar daquele jeito. Eu estava apavorada. Eu tentei dizer algo, mas ela colocou a mão sobre minha boca, precisando colocar tudo para fora. — Nesses cinco anos, não houve um dia em que eu não imaginasse como era o homem que mudou minha vida naquela noite. Às vezes, eu sentia como se você estivesse ali, sabe? Como se você estivesse presente em cada esquina, em cada sombra, cuidando de mim ou me assombrando. Eu cheguei a voltar para te procurar... mas você tinha sumido. Ela fez uma pausa, a voz falhando. — Eu não te culpo pelo que
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