“Amar é simples. Sobreviver ao amor é complicado.”Elena RossiA noite anterior veio inteira.A boca firme, o beijo que não pediu permissão, a mão que segurou a minha nuca com a posse de quem sabe exatamente o que está fazendo. O aperto na cintura, o calor que subiu pelas minhas costas, o modo exato como ele falou o meu nome, grave, baixo, quase como um aviso.Mas não foi só isso.Foi ele me conduzindo ao banheiro com a naturalidade de quem resolve crises e não cenas românticas. Foi o cuidado ao me despir, não como quem toma, mas como quem assume responsabilidade. A água quente escorrendo pela pele, o vapor preenchendo o ambiente, e a sensação de que nada ali era comum.O beijo veio mais ardente, sem intervalo, sem hesitação. E então ele se ajoelhou diante de mim, não como súdito, mas como homem que sabe o que faz com as mãos e com a boca quando decide derrubar qualquer defesa que ainda restou. O prazer veio rápido, profundo e silencioso demais, para que eu pudesse processar. Eu me de
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