“O amor de um homem se mede pelo que ele protege.”
Elena Rossi
O portão da mansão Cavallari se abriu com a suavidade de quem já me reconhecia. O motorista conduziu o carro até a entrada principal. Era aproximadamente três da tarde, quando desci do carro. O vento trouxe o perfume de lírios do jardim, suave o suficiente para me prender por um segundo.
Beatrice havia ficado no museu para resolver algumas pendências. Eu deveria estar cansada, afinal, andamos por horas e falamos mais ainda. No entanto, a verdade é que a exaustão não vinha do corpo, vinha do que Beatrice me fez enxergar.
Cada detalhe da casa me pareceu diferente quando entrei. Como se a conversa no museu tivesse reposicionado tudo um centímetro para o lado. O piano fechado na sala, os quadros que eu nunca realmente tinha observado, a escada de mármore que agora parecia uma metáfora ambulante de tudo o que Damian era, sólido, frio, bonito, e construído sobre fundações que ninguém questiona.
Eu sorri sozinha enquanto subia a