Juliana Bezerra Eu não sabia explicar exatamente o quê, mas tudo ali me tocava.O quarto, amplo e claro, tinha um cheiro suave de terra molhada misturado com madeira antiga. Abri a janela e deixei o vento entrar, trazendo o som distante dos pássaros e algo que parecia silêncio… mas não era vazio. Era descanso.Passei a mão pela colcha, sentindo a textura simples e confortável.A Amélia também me encantou. Havia algo no jeito dela, no cuidado com as palavras, no olhar atento, que fazia a casa parecer viva. Como se cada canto tivesse história.Eu ainda estava absorvendo tudo quando a Mel apareceu de repente, já com o capacete na mão.— Ju! chamou, animada. Vamos andar de bicicleta comigo?Sorri sem pensar duas vezes.— Vamos.Acompanhei ela pelo caminho de terra, o vento batendo no rosto, o riso solto. Mel falava sem parar, contava histórias da fazenda, dos cavalos, do rio, e eu só escutava, sentindo algo dentro de mim se aquietar.Brincamos bastante. O tempo passou sem pressa.Quando
Leer más