A tarde estava caindo, pintando o céu com tons de laranja e roxo que refletiam na piscina da mansão. Eu estava sentada na varanda, acomodada em uma poltrona confortável com várias almofadas para não forçar meus pontos. Meu pai estava ao meu lado, observando o jardim com uma paz que ainda me emocionava, enquanto a Fátima permanecia por perto, vigilante como sempre.Próximo a nós, no chão da varanda, Laura estava concentrada, tentando montar um quebra-cabeça gigante. Eliete apareceu com uma bandeja caprichada, trazendo café fresco, pães de queijo e um suco para mim.— O cheirinho está maravilhoso, Eli — comentei, sorrindo.— É para animar essa tarde, menina. Você precisa recuperar essas cores no rosto — ela respondeu, ajeitando as coisas na mesa.O som do motor potente de Rodrigo ecoou pelo pátio e logo vi o carro dele estacionando. Ele desceu já tirando o paletó, jogando-o no banco de trás e caminhando em nossa direção. Sua expressão, que costumava ser tensa ao sair da empresa, su
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