Luna não anunciou a decisão imediatamente.Ela passou a manhã inteira sentindo o peso dela antes de colocá-la em voz alta.A mansão estava silenciosa, mas não era o silêncio de crise. Era o silêncio de algo que está prestes a mudar forma. Adrian estava no escritório, revisando documentos que não lia de verdade. Elias estava no tapete da biblioteca, desenhando com concentração incomum.Luna observou os dois antes de falar.Era ali que estava o centro da sua escolha.— Precisamos conversar — disse, finalmente.Adrian levantou os olhos imediatamente. Elias também.Ela sentou-se na poltrona da biblioteca, não para se proteger, mas para sustentar a própria firmeza.— Eu aceitei a proposta do hospital.O ar pareceu mais denso por alguns segundos.Adrian não reagiu impulsivamente. Apenas absorveu. Elias ficou imóvel, o lápis suspenso no ar.— Quando? — Adrian perguntou, a voz controlada.— Em trinta dias eu começo. O contrato é de noventa dias de experiência.Elias largou o lápis devagar.—
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