Não houve manchete naquela semana.Nenhuma nova pergunta.Nenhuma nova revelação.Nenhum gesto.E, ainda assim, algo decisivo aconteceu.Luna percebeu que a história havia atravessado o mundo externo e se instalado definitivamente no interior das pessoas. Não era mais sobre imprensa, conselho, versões ou documentos.Era sobre identidade.Naquela manhã, ela caminhou pelos corredores da mansão Valmont com uma sensação diferente. Não havia tensão no ar. Também não havia alívio. Havia normalidade — mas uma normalidade nova, construída após a queda das ilusões.Adrian já estava na sala de estar, lendo um relatório que não precisava de sua assinatura final. Ele levantou os olhos quando ela entrou.— Já decidiram — disse ele, com um leve sorriso.— E você concorda? — Luna perguntou.Ele assentiu.— Pela primeira vez, eu não precisei intervir.Ela se aproximou, apoiando a mão no encosto do sofá.— Isso te incomoda?Ele pensou por alguns segundos.— Não como antes.Antes, a ausência de necessi
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