Capítulo 18Helena BaldinO nojo… a ânsia… quase como se minhas entranhas se revirassem dentro de mim. Mas, junto com isso, algo diferente nasceu — algo que eu nunca tinha sentido com essa força antes.Não era raiva apenas.Era lucidez.Eu sabia que Eduardo era um monstro comigo, mas nunca tinha encarado o tamanho real desse monstro. Ele não devastou só a minha vida. Ele destruiu famílias inteiras, matou pessoas, machucou, aleijou, se escondeu atrás do uniforme como se fosse intocável. Enquanto eu me culpava, enquanto eu tentava me convencer de que talvez, em algum canto dele, existisse algo bom… ele seguia fazendo o diabo na vida de quem cruzasse seu caminho.E eu, idiota, ainda buscava migalhas de humanidade naquele lixo.Não sei em que momento me perdi, ou quando acostumei a sobreviver ao invés de viver.Dante…Dante, que teria tudo para ser um demônio — afinal, na visão do mundo, o bandido é ele — tem mais honra, mais moral e mais verdade do que o Sargento jamais teve.E é essa fo
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