Elisie CharpentierO dia seguinte chegou como um peso nos meus ombros.É outro dia presa num destino que eu não escolhi.Estou de pé diante de uma fileira interminável de vestidos. Tecidos pendurados por todos os lados, rendas, tules, pedras, sedas. Tudo muito caro, muito elegante… e muito distante de mim.Eu nem queria estar aqui.Desde o momento em que Lucien me mandou tirar o vestido e ver as minhas cicatrizes, como se quisesse analisar cada uma delas, cada marca do meu passado, nós não nos falamos mais.Aquilo já foi susto o suficiente para uma vida inteira.Eu tento não estremecer ao lembrar. Aqueles olhos duros, frios, avaliadores. Ele não disse nada sobre as cicatrizes, mas cada segundo que passou observando minha pele me fez sentir exposta de um jeito que eu nunca senti antes.Ainda assim… ele não me tocou. Nem uma vez. Isso, para mim, já é um bom sinal. Ou, pelo menos, o único sinal bom de que posso me agarrar.A estilista abre mais um vestido, dessa vez um tecido de seda lis
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