Elisie Charpentier
Eu estou cansada. Quer dizer, exausta ou acabada. O que for de mais intenso nesse sentido.
Já é uma vida inteira de feridas, de indiferença, de dores, sofrimento e mais ainda de ser usada. Não dá mais! Eu estou realmente no meu limite e não vou suportar ser objeto de outra pessoa.
E por isso, junto o resto de firmeza que eu tenho e sou bem clara nas minhas palavras que saltam da minha boca.
— ... estou cansada! — Eu digo, lhe encarando de cabeça erguida. — Loucura tem limite e eu cheguei ao meu... se quiser, pode me matar hoje, mas não vou ser saco de pancadas de mais alguém.
Lucien me olha com ar de análise, exalando superioridade e o silêncio entre nós dois aqui prevalece. Um olhando para o outro, nenhum recuando ou hesitando e eu realmente falei sério. Eu não ou suportar!
De certa forma, ele deveria me agradecer por ter lhe mostrando quem a esposa dele era. Uma traidora, uma mulher sem caráter e ainda debochada de todos os níveis possíveis. Mas, não, ele ainda te