Elisie BellamyAs felicitações começam assim que a cerimônia termina. Eu mal tenho tempo de respirar antes de ser colocada ao lado de Lucien, como uma peça a ser exibida.Sorrisos, cumprimentos, mãos que se estendem… e nada, absolutamente nada, me atinge de verdade. Estou aqui, sorrindo, acenando, mas por dentro estou rígida. Assustada. Perdida.A maioria dos convidados é homem. Eles cumprimentam Lucien com reverência, respeito, bajulação. Como se ele fosse um rei. Para mim, sobram acenos rápidos, olhares curiosos, calculistas, ou comentários vazios.“Parabéns, senhora Bellamy.”“Que honra.”“Ele fez uma boa escolha.”Ouço tudo como se fosse por trás de um vidro. Não consigo reagir muito além de um sorriso educado. Meu rosto já dói. Lucien recebe tudo com a mesma postura de sempre: ereto, sério, o olhar frio e incisivo. Uma estátua de controle absoluto. Eu me pergunto se ele nota que minhas mãos tremem no buquê.As bebidas começam a ser servidas e posso ver a festa tomando forma. Músi
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