A hacienda dormia sob um céu amplo e profundo, salpicado de estrelas que pareciam mais brilhantes longe das luzes da cidade. A noite trazia um tipo de silêncio que nunca existia durante o dia, um silêncio cheio de sons sutis, vento correndo entre as árvores antigas, grilos cantando no campo aberto, o ranger distante de alguma porta que o vento movia devagar. Dentro da casa principal, os corredores largos permaneciam iluminados por poucas lâmpadas amareladas que criavam sombras longas sobre o piso de madeira. Cada passo ecoava com suavidade naquele espaço que carregava tantas histórias da família Villalba. Sofia caminhava lentamente por um desses corredores, usando uma camisa leve e calça escura, os cabelos presos de qualquer jeito atrás da cabeça. O quarto que lhe haviam destinado oferecia conforto suficiente, porém o sono não chegara. Pensamentos rodavam pela mente com insistência, imagens do passado misturadas aos acontecimentos dos últimos dias na hacienda. O retorno àquele lugar
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