A casa destinada a hóspedes dentro da propriedade Villalba ficava em uma pequena elevação, afastada da residência principal por uma alameda estreita de árvores antigas que filtravam a luz do sol da tarde. O casarão branco da hacienda dominava a paisagem ao fundo, imponente, rodeado por jardins bem cuidados e pela extensão interminável de terra que sustentava o império da família havia gerações. A construção menor, onde Sofia estava hospedada, possuía uma elegância discreta, com varanda ampla, janelas altas e paredes grossas que mantinham o interior fresco mesmo sob o calor constante do vale.Nos primeiros dias, ela passou mais tempo observando do que falando. Caminhava pela casa devagar, explorando cada cômodo, prestando atenção nos detalhes, tentando entender o ritmo daquele lugar. Havia um cheiro constante de madeira encerada e café recém-passado que vinha da cozinha, onde duas funcionárias passavam a maior parte do tempo conversando enquanto preparavam refeições para os trabalhador
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