Os dias seguintes não vieram com alarde.Vieram com repetição. E, às vezes, eram as repetições que mudavam uma vida.Valentina voltou ao escritório de forma gradual, primeiro ficando poucas horas, depois manhãs inteiras, depois dias quase completos. Não porque estivesse bem. Não estava. Mas porque ficar parada tempo demais a fazia pensar, e pensar, agora, era um terreno perigoso demais para ser percorrido sem proteção. No trabalho, ao menos, havia estrutura. Havia prazos. Havia papéis. Havia decisões que exigiam lógica, e a lógica era uma das poucas coisas que ainda lhe obedeciam.Ainda assim, o mundo ao redor parecia ter escolhido um novo assunto.No começo, ela achou que era coincidência.Depois, padrão.E, por fim… estratégia.Toda manhã havia uma nova nota em algum portal financeiro, uma nova coluna social, uma nova matéria disfarçada de análise empresarial, todas orbitando a mesma narrativa. A queda de Rafael Montenegro já não era a manchete principal. O mercado era cruel demais
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