Analu Cinco meses. Parece que foi ontem que eu segurava aquele teste de farmácia com as mãos tremendo, e hoje eu tô aqui, deitada no sofá da nossa sala apertada, com a barriga crescidinha e uma vida inteira de amor pela frente. Os primeiros meses não foram fáceis, não. Enjoo de manhã, enjoo de tarde, enjoo de noite. Tinha dia que eu olhava pra comida e já sentia o estômago revirar. O Cayo, meu anjo de moto, virou mestre-cuca. Aprendeu a fazer caldo de legumes, sopa leve, torrada sem queimar — bom, pelo menos tentava. — Amor, tenta comer mais um pouquinho — ele dizia, com a tigela na mão, os olhos cheios de preocupação. — Você precisa se alimentar. A princesa precisa dos nutrientes. — Se ela continuar me dando esses enjoos, vou chamar ela de menina má, não de princesa — eu reclamava, mas acabava comendo. Sempre comia. Porque ele fazia com tanto amor que dava até pena recusar. E o Zyon? Ah, o Zyon virou o guardião da minha barriga. Todo santo dia, antes de ir pra escola, ele chegav
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