NARRADORA O quarto de hospital, que deveria ser um refúgio de paz, transformou-se em um cenário de tortura psicológica. Sofia tentava se arrastar para fora da cama, os pontos da cirurgia repuxando, a dor física não sendo nada comparada ao rasgo em sua alma. — Me solta, Diana! Ele está com frio, ele precisa de mim! — Sofia gritava, a voz falhando, enquanto Diana a segurava pelos ombros com toda a sua força. — Sofia, você vai se abrir! Se você morrer, quem vai cuidar dele? O Alexandre e o Mark já foram atrás deles! — Diana chorava junto com a amiga, tentando ser a âncora em meio ao naufrágio. No canto do quarto, a pequena Lara, que havia chegado com a governanta de Alexandre minutos antes do caos, estava encolhida em uma poltrona. Ela abraçava o coelhinho de pelúcia, soluçando baixinho. Ela não entendia de política, de Titan ou de vingança; ela só sabia que o seu "irmãozinho príncipe" tinha sumido. De repente, o celular de Sofia, que estava sobre a mesa de cabeceira, vibrou. Um so
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