Naila O cheiro dele ainda trazia resquícios daquele perfume enjoativo, uma nota floral que me causava náuseas. Encostei o rosto no seu peito, inspirando profundamente. Por baixo do odor estranho, reconheci o cheiro dele — o sândalo e o couro que me eram tão familiares e que, de alguma forma, me ancoravam. Mas o cheiro daquela mulher era como uma mancha.Afastei-me, os meus olhos encontrando os dele, ainda carregados de uma tempestade de emoções.— Toma banho — ordenei, a voz firme, mas destituída da agressividade de há pouco. — Sai daqui. Lava tudo isso. Não quero sentir o cheiro dela em ti nem por mais um segundo.Arthur não hesitou. Ele não tentou discutir, não tentou justificar-se mais. Ele entendeu que, naquele momento, a minha necessidade de purificação era tão urgente quanto a dele. Ele apenas assentiu, um movimento breve, e dirigiu-se à casa de banho. Ouvi o som do chuveiro a ligar, a água a correr com força, e fechei os olhos, tentando acalmar os batimentos erráticos do meu c
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