ANGELINE VOLKOVMas, antes que o capanga conseguisse puxar a maçaneta, um tiro seco e preciso ecoou pelo ar. Ele desabou do lado de fora.“Nikolai”, pensei, tomada por um alívio tão intenso que quase me fez fraquejar.Para Victoria e minha mãe, ele era um demônio saído do inferno, pronto para devorar suas almas podres. Para mim, era meu anjo salvador — o único homem capaz de atravessar o caos dos tiros para me proteger.Pelo vidro ainda fechado vi, ele correr em minha direção no meio do tiroteio, ignorando as balas que zumbiam ao seu redor. Com um chute violento e desesperado, abriu a porta do carro blindado.— Angel! — chamou, a voz rouca e carregada de urgência.Puxou-me para fora com força controlada. Minhas pernas mal sustentavam meu peso quando desabei contra o peito dele. As lágrimas que eu havia segurado durante toda a luta dentro do carro vieram todas de uma vez, quentes e incontroláveis.— Eu… eu lutei com elas, Nikolai — consegui dizer, a voz um fio entre soluços e risos ner
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