ANGELINE HARRINGATON Quando Victoria entrou no salão da mansão, era como se ela fosse a dona da noite, a dona do lugar, a dona de Nikolai. Seu vestido vermelho escarlate, os rubis enormes em seu pescoço e pulsos, era um grito. Ao seu lado, Igor, seu noivo, parecia mais uma jóia cara e sem personalidade pendurada em seu braço – exatamente o tipo de homem que Nikolai desprezava. Ela lançou-me um olhar, de cima a baixo, e um sorriso vitorioso e cruel iluminou seu rosto. Podia ler seus pensamentos: "Vestida de freira. Péssimo gosto como sempre." Meu vestido de seda verde-menta era quieto. Não gritava, sussurrava. Abraçava meu corpo como uma segunda pele, e a única jóia era o colar de diamante delicado no meu pescoço – um presente de Nikolai. Era caríssimo, obviamente, mas sua beleza estava na subtração, não na adição. Victoria não entendia esse tipo de poder. Peguei uma taça de água com gás de uma bandeja e me virei para conversar com o embaixador francês e sua esposa, sorrindo, ouvind
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