ANGELINE HARRINGTONAssim que entrei, Yulia e Mila correram para me receber. O cachorrinho não parava quieto, latindo e pulando aos meus pés, mas infelizmente eu não tinha disposição para fazer carinho nele, não naquele momento.— Senhora, o que aconteceu? Eu soube...—Yulia começou, o rosto pálido de preocupação.— Por favor, Yulia, me dê o telefone. Preciso saber de Nikolai. Onde ele está? Eu...Minha voz falhou. As imagens ainda dançavam diante dos meus olhos—o sangue, os tiros, minha mãe morta a mãos de Vitória estilhaçada, Dimitri caído no chão. MIila me levou até o sofá, suas mãos firmes no meu braço, como se eu fosse feita de vidro prestes a quebrar.— Senhora, a senhora não pode ficar nervosa—Mila disse, a voz grave mas cuidadosa. — Faz mal para o bebê e para a senhora.Dei uma risada sem humor, lembrando de tudo o que vi e vivi e fui obrigada a fazer.— Não se preocupem. Eu e o meu bebê somos bem mais fortes do que vocês pensam. Estou nervosa, sim, mas é porque preciso falar c
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