Cap.55POv Katleia.O ar na cozinha não era mais oxigênio, era algo carregado, uma névoa invisível de estática que fazia os pelos da minha nuca se arrepiarem. Eu sentia meus pulmões arderem, não por falta de ar, mas pela temperatura da proximidade de Átila. Cada respiração minha era curta, errática, colidindo contra o peito dele e seus lábios explorando os meus.As mãos dele, que segundos antes pareciam ancoradas ao mármore frio da bancada, agora se movimentavam. Quando a ponta dos seus dedos encontrou a barra da minha blusa, o mundo lá fora, o som dos carros na rua, o tique-taque do relógio, a própria lógica, simplesmente deixou de existir.Quando a palma da mão dele finalmente rompeu a barreira do tecido e encontrou a pele nua da minha cintura, o contraste foi um choque galvânico. A mão de Átila era quente, levemente áspera, reivindicando território com uma lentidão que beirava a crueldade. Sem pressa Ele deslizava para cima, mapeando cada costela, cada curva, como se esti
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