Cap.38A Foto Que Vale Por Mil PalavrasA manhã começava com uma calma enganadora. O sol entrava pelas vidraça das janelas da sala, iluminando partículas de poeira que dançavam no ar. William estava recostado no sofá, uma xícara de café na mão, a expressão serena de quem não faz ideia do caos que o universo está prestes a revelar.Adon entrou na sala com passos lentos, o olhar perdido em algum ponto distante que só ele podia ver.Sentou-se ao lado de William, pegou sua própria xícara, e ficou em silêncio por um longo minuto.William observou o amigo pelo canto do olho. Algo estava errado. Adon não era do tipo contemplativo, era do tipo ação, decisão, movimento.Vê-lo ali, imóvel, com a expressão de quem viu um fantasma, era preocupante.— Aconteceu alguma coisa? — William perguntou, tentando soar casual.Adon demorou a responder. Quando falou, a voz saiu num tom estranho, entre o fascínio e o horror.— Hoje de madrugada… eu vi uma coisa.— Que coisa?— Eu tirei uma foto. Pensei que fo
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